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Apostille Korea cria sistema de atestado de antecedentes para coreanos no exterior A Agência Nacional de Polícia oferece emissão pela internet, mas o certificado digital e os módulos de segurança continuam travando quem está fora do país.
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A Apostille Korea informou que criou um sistema dedicado a obter atestados de antecedentes criminais da Coreia e do exterior para coreanos residentes fora do país. O documento é básico para assuntos de casamento, emprego, entrada e residência no exterior, mas quem está fora dificilmente conclui a via on-line quando o ambiente de informática não é compatível.
- Os documentos de antecedentes dividem-se em atestado e relatório conforme incluam ou não as penas já extintas.
- A emissão pela internet exige instalar módulos de segurança e registrar certificado digital, o que costuma falhar no exterior.
- Quem mora fora precisa comprovar a permanência no exterior para poder constituir um procurador.
- Depois de emitido, o documento ainda pode exigir autenticação do Ministério das Relações Exteriores, apostila ou legalização consular conforme o país de uso.
Por que o pedido trava a partir do exterior
Um jovem de 29 anos que mora em Paris concluiu os estudos e se candidatou a várias empresas; uma delas avaliou bem seu histórico acadêmico e seu portfólio e o chamou para entrevista. Após a entrevista, a empresa pediu a apresentação de um atestado de antecedentes criminais da Coreia como parte da verificação de identidade. Ele procurou o consulado para obtê-lo em Paris e ouviu que poderia solicitá-lo pela internet e que, se isso não fosse viável, teria de viajar à Coreia para fazê-lo pessoalmente. Tentou a via on-line, mas não conseguiu passar da etapa de compatibilidade do programa e ficou sem saída. A Agência Nacional de Polícia instituiu a emissão pela internet do relatório de antecedentes de investigação criminal, mas problemas de compatibilidade dos equipamentos e outras dificuldades práticas tornam difícil o uso por quem está no exterior.
Procuração e cadeia de autenticação
O relatório de antecedentes de investigação criminal é um formulário com o histórico criminal do próprio requerente e se distingue do atestado conforme inclua ou não as penas já extintas. Como o relatório inclui todas as penas extintas, em princípio destina-se apenas à verificação do próprio interessado e só pode ser fornecido na medida mínima necessária quando exigido para autorização de residência de estrangeiro ou por motivos previstos em lei. Para solicitar pela internet é preciso instalar vários programas de módulos de segurança e registrar um certificado digital. Quem reside na Coreia deve, em regra, obtê-lo pessoalmente, enquanto quem está no exterior pode constituir procurador após comprovar a permanência fora do país. Mesmo depois de emitido, o documento pode exigir autenticação do Ministério das Relações Exteriores, apostila ou legalização consular conforme o país de uso, e constituir procurador significa deixar um documento com dados pessoais sensíveis ser tratado em um lugar que o interessado não consegue acompanhar. Por isso, muitos coreanos no exterior ainda viajam à Coreia para obter o documento pessoalmente.
Perguntas frequentes
Dá para solicitar pela internet do exterior?
O sistema existe, mas exige instalar módulos de segurança e registrar certificado digital, de modo que muitas vezes não se conclui em um ambiente de informática estrangeiro.
Qual a diferença entre atestado e relatório?
A distinção está em incluir ou não as penas já extintas; o relatório traz também todas essas penas.
Depois de emitido já pode ser usado no exterior?
Não. Conforme o país de uso é preciso ainda autenticação do Ministério das Relações Exteriores, apostila ou legalização consular.
Fonte: 금강일보 · 2017-05-12